Sobre os descontos que damos ao longo da nossa vida

Eu já dei muitos descontos a muita gente, seja no meus orçamentos profissionais ao longo da minha carreira, seja nas minhas necessidades emocionais em relações pessoais. E só deu merda, óbvio.

Relações afetivas que começam com alguém se diminuindo para “caber no orçamento” do outro geralmente não são sustentáveis: uma hora o incômodo passa a ser muito maior do que o benefício que aquele ~amor~ pode te trazer, e aí perde-se tudo – o relacionamento, o respeito, o amor próprio, o amor pelo outro.

O amor é como um sapato: se precisar se espremer e se machucar para caber, troque de sapato – e de amor também.

– T. T.

Relações profissionais em que você permite que o outro coloque preço no seu trabalho também não fluem legal e, geralmente, esses são os trampos/clientes/parceiros que mais dão dor de cabeça e menos te valorizam – percebam! A pessoa que faz isso não é profissional. E se você permite isso, você também não está sendo profissional.

Temos que ser flexíveis? Sim, temos. Cada situação pede uma condição, uma negociação. Porque se relacionar é isso: uma eterna negociação por um comum acordo que seja bom a ambas as partes. Isso não significa baixar a cabeça ou se impor a todo custo, mas ser RAZOÁVEL nas suas colocações e ter empatia, reconhecendo seus valores e até que ponto eles te dão flexibilidade de negociar sem perder seu amor próprio e sem se machucar.

No entanto, existem alguns pontos que não deveriam jamais ser negociados, e eles dizem respeito ao nosso valor como indivíduo (pessoal and profissionalmente).

Valor não é preço. Valor é essência, é seu brilho mais fodido, é aquilo que você tem de melhor (não necessariamente o que tem de único). Valor é quem você é, ou quem lutou para se tornar. E é você quem tem que valorizar isso primeiro, antes de qualquer pessoa.

Por isso, jamais diminua a sua luz e aquilo que você tem de mais foda só pra ser aceito pelo outro, seja pelo “amor da sua vida”, por um emprego ou por um cliente. Assuma uma postura, ainda que vá se modificando ao longo das suas experiências. Só não deixe que assumam uma postura por você. Isso também é autoestima, isso também é auto-cuidado 😉

-Ticiane Toledo

Quando você aprender seu valor, vai parar de dar "descontos" aos outros

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